Millennials: relatório apresenta necessidade de tratamento diferenciado para este perfil

Estudo do Google Brasil revela que existem dois tipos de Millennials

O Millennial é, atualmente, o centro das ações de Marketing das marcas ligadas ao varejo – e isso não é por acaso. De acordo com a Pesquisa “Tendências do Consumidor”, apresentada na abertura da 33ª edição da APAS Show, realizada em maio de 2017, no Expo Center Norte, em São Paulo, a geração Millennial ou Y, que compreende os jovens nascidos entre 1980 e meados da década de 1990, é a mais engajada quando o assunto é fidelidade.

De acordo com a Nielsen, os Millennials até reduziram o gasto no supermercado e compraram menos, entretanto, não trocaram as marcas favoritas. Os dados ainda destacam os itens que são considerados básicos na lista desse perfil: água de coco, cappuccino e misturas alcoólicas.

O que pode enriquecer ainda mais o debate é um novo estudo do Google Brasil, feito pelo Google BrandLab de São Paulo, que mostra a importância das marcas entenderem ainda mais os Millennials.

Segundo o estudo “Dossiê BrandLab: The Millennial Divide” há dois grandes grupos dentro dessa geração, que merecem tratamento personalizado de empresas e marcas.

Veja o que diz o Estudo sobre os Millennials:

  • Dois momentos e acontecimentos foram cruciais para a divisão desses grupos: o ano de 2007 e a popularização dos smartphones. Isso porque, foi a partir disto, que a sociedade passou a viver hiper-conectada e com acesso ilimitado à informação. A cultura da velocidade e do imediatismo também se propagou;
  • Outro fator é relacionado à crise financeira mundial de 2008. Isso ocorreu porque no início da vida adulta, nessa época, houve mais inflação, desemprego e pessimismo sobre a sociedade;
  • Assim, surgiram dois grandes grupos: aqueles que, hoje, têm entre 18 e 24 anos (young millennials); e aqueles com idade entre 25 e 34 anos (old millennials).

Os Old Millennials

  • Foram crianças e adolescentes nos anos 90 e não cresceram com acesso à internet, smartphones e apps. Quase não usaram a internet;
  • Foram pegos de surpresa pela crise econômica;
  • Tendem a ser mais otimistas, colaborativos e flexíveis;
  • Tendem a ser mais nostálgicos e se sentem adultos quando fazem coisas como varrer a casa e lavar a louça;
  • Atualmente, as maiores preocupações e objetivos são coisas como mudar ou conseguir um emprego, viajar ao exterior, comprar uma casa ou apartamento, e começar ou voltar a estudar;
  • Esse perfil se interessa mais em momentos de “pausa” e “detox” das tarefas para relaxar, e busca mais “life hacks” (dicas, macetes).

Os Young Millennials

  • A infância e a adolescência foram nos anos 2000, e eles foram criados em um mundo conectado à internet, já inseridos no contexto dos smartphones e redes sociais;
  • Já conheceram o mundo com uma economia mais frágil;
  • Tendem a ser mais realistas, questionadores e conscientes quando o assunto é finanças;
  • Seguem a filosofia YOLO (You Only Live Once/Só se vive uma vez). 89% deles se identificam com esse estilo de vida;
  • Tendem a ter menos paciência com “perda de tempo”, como anúncios e comerciais;
  • 4 de cada 10 deles têm o diploma universitário como maior sonho.

Em comum

A análise do Google revela que, em comum, ambos possuem a vida com acesso à informação 24 horas por dia, além de buscarem no acesso à cultura a sua principal fonte de educação, inspiração e entretenimento.

Com informações: Think With Google e Exame.

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