Consumidor de alimentos quer praticidade, saúde e compromisso com meio ambiente

As intensas e rápidas modificações nos valores, nos hábitos e nas dietas das famílias estão influenciando na adoção de novas formas e nos estilos de preparação das refeições e nas escolhas dos produtos alimentícios. Em sua palestra na APAS 2016, Luis Fernando Madi, diretor geral do ITAL (Instituto de Tecnologia de Alimentos) apresentou estudos sobre as principais tendências nacionais e internacionais do setor de alimentos para ajudar os supermercados a planejar a variedade e o mix de suas lojas de acordo com as novas preferências dos consumidores.

Sensorialidade e prazer, saudabilidade e bem-estar, praticidade e conveniência, confiabilidade e qualidade e sustentabilidade e ética são as prioridades dos consumidores de alimentos atualmente. Segundo o estudo “Nielsen – Estudo Global Confiança do Consumidor”, divulgada no Congresso de Gestão da APAS 2016, 61% dos consumidores economizam com entretenimento fora do lar. A frequência de ida ao supermercado também caiu -4,3% em 2015 em relação a 2013. Essa percepção tem impacto direto tanto nos produtos em si (afetando características como qualidade, ingredientes, embalagens e processos) quanto em relação ao varejista, por se o local onde adquire seus alimentos.

Segundo pesquisa realizada pela Fiesp/Ibope, 34% dos consumidores pesquisados priorizam conveniência e praticidade na hora de comprar alimentos, criando oportunidades para aumentar a oferta de produtos congelados, semi prontos e que permaneçam frescos por mais tempo.

Mas praticidade e sabor não bastam, o consumidor quer também alimentos de qualidade, que beneficiem sua saúde e bem-estar, produzidos e comercializados por empresas que estejam preocupadas com a preservação do meio ambiente. Pesquisa da HealthFocus de 2014 revelou que 30% dos brasileiros comprariam produtos que utilizassem ingredientes melhores para o meio ambiente e 28% consumiriam marcas que forneçam informações sobre nutrição. “Essa é uma medida que o supermercadista pode adaptar junto com marcas engajadas nesse tipo de marketing e serviço”, sugere o diretor do ITAL.

Em relação aos fabricantes e varejistas, os consumidores afirmaram possuir maior admiração por empresas que tenham alto padrão de qualidade dos produtos (49%); oferecer canal direto para dúvidas e/ou sugestões (33%) e que mantenham o consumidor bem informado sobre os produtos (24%).

Neste último aspecto, Madi considera que o supermercado pode atuar com esclarecimentos sobre categorias que estão sendo alvo de críticas, como os processados, pois o consumidor tem buscado mais esse tipo de informação na mídia. “Melhor combater os mitos do que perder o cliente para a desinformação”, avalia.

Em outra questão apresentada pela pesquisa HeathFocus, 30% das pessoas se dizem influenciadas para comprar alimentos e bebidas por ser o estabelecimento comercial fornecesse informações gerais sobre o impacto destes na saúde e nutrição.

Baixe a apresentação da palestra no site da APAS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.