Novos hábitos do consumidor indicam oportunidades para indústria e supermercados

O desemprego, que representa 38% da desaceleração das vendas dos supermercados em 2016, é um dos principais fatores que está fazendo as pessoas alterarem seus hábitos. De acordo com o estudo “Mudanças do consumidor, impacto no varejo e perspectivas” realizado pela Nielsen e apresentado na abertura da APAS 2016, vários indicativos demonstram a busca por opções para se adequar à pressão do bolso:

  • 61% dos consumidores economizam em entretenimento fora do lar;
  • Frequência das idas ao supermercado caiu 4,3% nos últimos dois anos;
  • 60% das compras são impulsionadas pelas embalagens econômicas;
  • Metade das categorias apresentam trocas por marcas mais baratas;
  • Volume da cesta Nielsen caiu 1,2%.

Para a diretora de varejo da Nielsen, Daniela Toledo, os novos hábitos demonstram claramente o que os consumidores buscam em suas compras.

  • Redução da alimentação fora do lar;
  • Busca por custo benefício;
  • Volta das compras do mês para se concentrar no que é necessário;
  • Busca de opções de desembolso em diferentes tamanhos de embalagens;
  • Troca das marcas preferidas por opções mais baratas.

Embora fique claro que a economia seja a prioridade, é possível detectar também algumas características que indicam novas preferências e necessidades que devem ser levadas em conta na hora de planejar o sortimento da sua loja. Por exemplo, categorias de uso básico e familiar como leite condensado, água mineral, açúcar, carne congelada, molho de tomate e café em grãos voltaram a se destacar. Por outro lado, categorias de consumo fora da lar e por impulso caíram.

Para Daniela, a redução da frequência de idas ao supermercado também aponta a retorno do hábito de se concentrar na “compra do mês” e a procura por embalagens econômicas o interesse por opções de desembolso. “O shopper pode querer tanto embalagens maiores quanto menores, isso vai depender da categoria“, explica.

Outra mudança de hábito que tende se tornar mais frequente é a troca das marcas preferidas por mais baratas. Nesse caso, a pesquisa da Nielsen indica que não será momentânea Cerca de 20% dos que trocam marcas de alimentos pretendem manter esse comportamento quando o cenário mudar.

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