Startups investem para levar carne de laboratório aos supermercados

Empresas estrangeiras largam na frente na corrida pelos alimentos livres de abate e planejam grandes avanços para a década de 2020

A década de 2020 deve trazer muitas novidades positivas para os consumidores que aguardam pela chegada da carne de laboratório nos supermercados. A prova disso é que diversas startups pelo mundo estão buscando recursos e chegam cada vez mais perto de uma outra opção à proteína animal.

Esta iniciativa tem como objetivo atender a demanda mundial por carnes alternativas até mesmo aos produtos vegetais e, por isso, a carne cresce em laboratório com base em células-tronco. De acordo com a Associação de Agricultura Celular (ACS), nos EUA, a produção industrial deste alimento deve atingir larga escala e distribuição mundial a partir de 2025.

O diretor da ACS, Kristopher Gasteratos, acredita que na década de 2020 o consumo de carne de laboratório pode crescer entre 10% e 20% ao ano e chegar a 70% do market share principalmente em países pioneiros nestes produtos. “O desenvolvimento enfrenta os mesmos obstáculos que os carros autônomos: pesquisa e desenvolvimento, aceitação do consumidor e regulação. O custo, porém, deve ser um gargalo mais importante do que a regulamentação”, explica Gasteratos.

Entre as principais startups com maior proximidade de colocar esses produtos na gôndolas, a holandesa Mosa Meat desenvolveu o primeiro hambúrguer de laboratório com o aporte de R$ 34 milhões da maior processadora de carne da Suíça, a Bell Foods. A empresa pretende produzir cerca de dez quilos da carne por semana este ano e aumentar para 50 kg nos próximos dois anos.