Big Data em supermercados: mentalidade para conhecer os dados

Para Thoran Rodrigues, CEO da BigData Corp, empresas podem trabalhar com informações que já existem em seus sistemas

Para grande parte dos profissionais envolvidos na operação de um supermercado, trabalhar com big data está ligado a inserir e lidar com tecnologia no ponto de venda. Por outro lado, é comum associar esse termo a ferramentas que suportam grande quantidade de dados. Porém, de acordo com Thoran Rodrigues, CEO da BigData Corp, trata-se de mentalidade para trabalhar corretamente com a informação.

Durante o Next Supermarket Generation, feito pela APAS, Rodrigues ressaltou que o foco é mostrar a importância de trabalhar com informação que já existe. “Hoje o foco é pequeno na informação gerada e grande em relatórios, números, etc. O mais importante é ter mentalidade para tirar proveito da informação e orientar o negócio a partir da informação”, disse.

Para ele, no supermercado a mentalidade deve ser direcionada a usar os números como apoio para entender cada vez mais sobre o negócio. “Uma vez que se entende a importância da informação, é preciso conhecer cada tipo. Não basta usar dados de mídia social e saber onde o cliente mais trafega na loja. Existe grande quantidade de informações que já estão disponíveis dentro dos sistemas”, afirmou Thoran Rodrigues.

Dados sem tamanho

A mentalidade da gestão direcionada para o conhecimento dos dados gerados não é uma questão de tamanho, segundo o CEO da BigData Corp. “Todos os formatos e tamanhos detém um volume de informações que já pode ser trabalhada. Processos operacionais, produtos vendidos em conjunto, dados sobre o estoque, tudo isso gera dados e informações estratégicas e únicas que podem gerar um diferencial competitivo para os supermercados”, explicou.

De acordo com Thoran, não é preciso grande investimento para se trabalhar com os dados corretamente. Para ele a mentalidade é independente de tamanho. “Saber usar a informação é como dirigir sem enxergar. A chance de ter acidente é muito grande e só a informação pode dar a orientação correta”, comparou o CEO.