Especialistas brasileiros comentam destaques da NRF Retail's Big Show para o varejo brasileiro

Especialistas brasileiros comentam destaques da NRF Retail’s Big Show para o varejo brasileiro

Edmour Saiani, Grasiela Tesser e George Homer apresentam os principais conceitos e as tendências para 2019

A NRF Retail’s Big Show 2019 ainda repercute no mercado varejista brasileiro em eventos que trazem um pouco do que aconteceu em Nova York. Edmour Saiani, sócio fundador da Ponto de Referência e Grasiela Tesser, especialista em tecnologia no varejo apresentaram suas perspectivas durante o “Pós NRF 2019 – Varejo PHD”, que aconteceu dia 13 deste mês, no Rio de Janeiro.

George Homer, fundador da GH & Associados e designer, especialista em varejo também participou do evento que trouxe as principais novidades e tendências para o varejo. Neste post, o Blog APAS Show mostra como os gestores dos supermercados brasileiros podem aproveitar e implementar algumas das ferramentas e modelos que se destacaram no evento internacional do setor.

Para Edmour Saiani, está cada vez mais clara a importância da pessoa que está na ponta da operação, em contado direto com o consumidor — o colaborador. Assim como já acontece em muitos países, a experiência multicanal com a marca é a principal tendência seguindo o exemplo da Geração Y e o seu perfil “me atenda onde eu estiver”.

Dados para educar o consumidor

Para Saiani, o consumidor sabe mais sobre o que ele quer do que qualquer marca. “Não é à toa que três a cada quatro consumidores preferem gastar dinheiro com uma experiência do que com um produto”, acredita o fundador da Ponto de Referência. Outra observação apontada pelo especialista é referente a coleta de dados, que ganha cada vez mais novos tipos e ferramentas inteligentes.

“As pessoas não querem falar com um robô. Por isso, o varejo físico precisa criar uma causa de dentro para fora. O marketing hoje é basicamente educar o consumidor e temos que fazer isso em todos os sentidos: retribua com carinho, integre canais competentes para ele se conectar e, mais do que falar, ouça o cliente”, afirma Edmour Saiani.

As lojas inteligentes foram abordadas por George Homer com destaque para a necessidade de educar toda equipe sobre os novos equipamentos. Na visão de Homer, a “robotização” dos pontos de venda será voltada para tarefas repetitivas e, para isso, existem diversas soluções de machine learning. “As lojas mudaram as funções interativas e hoje estão se transformando em centros de distribuição. Por causa da multiplicação de canais, a loja física hoje é uma vertente de serviços”, explicou o designer especialista em varejo.

Propósito de marca

Para Homer, o propósito de uma marca pode ser definido como uma afirmação arrojada da sua razão de ser. Como forma de apresentar esse discurso na prática, o fundador da GH & Associados menciona a ação “The Dreamery”, realizada pela Casper, empresa de colchões e travesseiros dos Estados Unidos. A marca disponibiliza um espaço onde o consumidor paga US$ 25,00 para ter a experiência de dormir por 45 minutos de forma confortável. “Estamos diante da experiência do consumidor acontecendo dentro da loja, seja coletiva ou individual”, reforça o especialista.

Sobre os modelos de loja do varejo como um todo, Saiani acredita que uma das formas mais interessantes de organizar um ponto de venda é pensá-lo como uma “loja pop-up”, ou seja, com mudanças contínuas no seu interior. “Aproveite as tecnologias e contrate bem para não precisar treinar tantas vezes. Um profissional disciplinado é aquele que não precisa receber demandas porque ele sabe o que deve ser feito”.

Ao moldar a nova face do digital no varejo, Grasiela Tesser ressalta que nenhuma marca, sob nenhuma hipótese, pode ter preços diferentes no site e na loja. “Não temos mais paciência para esperar o Uber por sete minutos. Assim também são os nossos clientes. Vale lembrar que os dados movimentam nosso negócio e eles estão colocando cada vez mais a capacidade de compreendê-los em nossas mãos”, completou a especialista em tecnologia no varejo.

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