Zaitt traz lojas 100% autônomas para o varejo brasileiro

Zaitt traz lojas 100% autônomas para o varejo brasileiro

Fundador da empresa explica objetivo da marca em promover experiência diferenciada no PDV e fechar parcerias com grandes redes no país

A tecnologia está cada vez mais presente no dia a dia dos consumidores e, se projetarmos essas novidades para os supermercados, as principais referências estão espalhadas pelo mundo. Ou estavam. Hoje o Brasil já possui um case de supermercado tecnológico para chamar de seu: a Zaitt.

Hoje a empresa está prestes a inaugurar sua segunda loja com base nas mesmas tecnologias da primeira. Reconhecimento facial para entrar no ponto de venda, nenhum funcionário por perto, tudo automatizado e seguro. Esse é o perfil de loja que os consumidores de Vitória, no estado do Espírito Santo, encontram na Zaitt.

De acordo com um dos fundadores da empresa, a segunda loja será inaugurada na última semana de fevereiro em São Paulo. Para conhecer mais sobre o conceito da marca e sobre suas perspectivas de mercado o Blog APAS Show conversou com Rodrigo Miranda, que é um dos fundadores da companhia.

Blog APAS Show: Fala-se muito em tecnologia no varejo e a Zaitt é exatamente o modelo de loja tecnológica que se vê hoje no exterior como a Amazon Go e lojas itinerantes na China. De onde veio a inspiração para este modelo de loja?

Rodrigo Miranda: Não pensamos em nenhum player específico e tínhamos uma loja tradicional de conveniência operando com funcionários. Este modelo foi pensado para resolver problemas e desafios como ficar 24 horas aberta, por exemplo. A ideia era ter uma loja com a possibilidade de atender o consumidor como é no e-commerce. Com a loja autônoma oferecemos um modelo que atende essas demandas.

Blog APAS Show: Quais foram os principais desafios durante a implementação deste modelo de loja no Brasil?

Rodrigo Miranda: Achar o local certo para a construção da loja. Este, aliás, é o grande desafio para qualquer empresa que atue com varejo. Além disso, outra dificuldade foi de achar mão de obra adequada para a tecnologia que usamos na loja Zaitt, como machine learning, por exemplo. Tanto é que hoje o desenvolvedor do projeto mora na China e resolve as demandas remotamente.

Blog APAS Show: Com toda essa tecnologia disponível atualmente como a Zaitt consegue simplificar o processo de compra do usuário?

​Rodrigo Miranda: Temos um comprometimento grande com a ideia de uma loja do futuro e por isso usamos a tecnologia para oferecer uma experiência muito superior ao cliente. São essas experiências que vão entregar ao consumidor aquilo que o e-commerce e o delivery nunca entregarão. A tecnologia da Zaitt está alinhada com a experiência da loja como um todo. Usar a interatividade para ir além da compra simplesmente. Por isso, os pilares da loja são baseados em ausência de atritos, interatividade na loja, ambiente social para todos e o mix de produtos.

Blog APAS Show: O consumidor brasileiro está acostumado com o contato e muitos gostam de ir ao supermercado não só para fazer compras, mas também conversar com os colaboradores. Como a Zaitt faz para suprir esta característica nacional?

​Rodrigo Miranda: Assim como em qualquer negócio a gente possui um target e um nicho de mercado para atacar. Existem os negócios que atendem as pessoas que buscam pelo calor humano, mas também existe o nicho de consumidores que preferem a agilidade e que a loja resolva o seu problema. Por isso, a Zaitt possui um posicionamento mais voltado para a compra rápida. Talvez não seja o ideal para fazer compras para durar o mês todo. Nosso objetivo é atender a um grupo de pessoas que querem comprar mais rapidamente do que nas lojas tradicionais.

Blog APAS Show: Diante da experiência adquirida com a loja de Vitória, no Espírito Santo, o ponto de venda em São Paulo terá alguma novidade em relação ao primeiro modelo?

Rodrigo Miranda: Nosso modelo está sempre evoluindo com as novas tecnologias como automatização de câmeras de monitoramento de produtos e gôndolas. Toda a experiência do consumidor é pensada. Uma das diferenças para a primeira loja será o tamanho, quase três vezes maior do que a primeira. Além de suprir a necessidade maior de consumo, a loja oferece uma experiência com menos atrito.

Blog APAS Show: Além de uma experiência mais encorpada dentro da loja que outro objetivo a empresa tem com este novo modelo de ponto de venda autônomo?

Rodrigo Miranda: Sem dúvidas é o comprometimento com o longo prazo, construindo uma área de grande de circulação do varejo com alta capilaridade. Além disso, nossa estratégia inclui não só as lojas próprias, como também parcerias e co-branding com outras marcas do varejo brasileiro. Já temos algumas parcerias engatilhadas com redes supermercadistas, mas ainda está em fase de negociação, apesar de bem encaminhadas.

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