Crise econômica muda comportamento do cliente nos supermercados

Pesquisa da Fiesp mostra que consumidores brasileiros se adaptaram ao atual cenário econômico e adotarão este comportamento mesmo depois que economia estabilizar

A instabilidade econômica que atingiu o Brasil fez os consumidores mudarem alguns hábitos em relação às compras e ao consumo de alimentos. Em um estudo feito pela Fiesp em 2017, foi constatado que sete em cada 10 brasileiros entrevistados disseram ter mudado pelo menos algum dos seus hábitos no período.

A mudança de comportamento deu-se principalmente nas famílias de renda mais baixa e o perfil mais afetado é o de mulheres que usam frequentemente a internet no seu dia a dia. O estudo “A Mesa dos Brasileiros” mostra que 62% dos consumidores de classe alta mudaram “muito” ou “pouco”, mas que de fato passaram a ter outro comportamento na hora de fazer compras.

Nas classes mais baixas esta mudança atinge 77% dos consumidores, sendo a maioria (73%) formada por mulheres. Segundo o estudo da Fiesp, esse novo comportamento não deve durar apenas no período de crise, já que 63% dos entrevistados afirmaram que vão manter parte desses hábitos adquiridos em momentos de recessão econômica no Brasil.

Novos hábitos serão mantidos

Principalmente mulheres e pessoas com renda mais alta se dizem mais dispostas a manter alguns dos novos hábitos adquiridos, com 65% e 66%, respectivamente. De acordo com a pesquisa, as principais mudanças de atitudes para minimizar os efeitos da crise contemplam a busca por melhores oportunidades de compra e mais pessoas preparando suas próprias refeições em casa em vez de comer fora.

Neste processo a pesquisa mostra ainda que 86% dos consumidores passaram a priorizar a compra de alimentos em promoção enquanto 82% dos entrevistados afirmam pesquisar cada vez mais os preços antes de fazer a compra. Outras tendências percebidas pela Fiesp foram a maior procura por marcas mais baratas, assim como pontos de venda mais baratos.

O relatório deste estudo também aponta para um aumento de consumidores que passaram a ter alguma responsabilidade pelo preparo das refeições em casa. De acordo com os dados colhidos pela Fiesp, em 2017 houve crescimento de 8% em relação a 2010 sobre os consumidores que têm responsabilidade na hora de preparar a comida da família.

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