Oportunidade: população de baixa renda volta às compras

Incrementar ofertas e personalizar ações pode fazer a diferença em atrair o consumidor de baixa renda

Apesar dos desafios econômicos que o Brasil tem passado, um novo horizonte mais otimista ressurge. Consumidores de rendas mais baixas estão, aos poucos, voltando ao consumo além do básico. Isso revela uma tendência favorável para ações que busquem um engajamento maior com essa parcela da população. Saiba mais a seguir!

O recuo no preço dos alimentos, que pesa mais no bolso de classes econômicas mais desfavoráveis, abre espaço para gastos que há muito tempo não eram sentidos no comércio. Agora, setores como de eletrodoméstico, e até de carros usados, sinalizam uma tendência de crescimento.

Apesar de dados oficiais ainda não refletirem esse aumento do poder de compra das famílias de baixa renda, a queda da inflação já possui alguns reflexos no mercado. Em setembro, por exemplo, o fluxo de pessoas em cerca de 500 shoppings no País cresceu 4,4% em setembro em relação ao mesmo mês de 2016, aponta o indicador do Ibope Inteligência e da Mais Fluxo.

Nome limpo impulsiona consumo

Outro indicativo é referente ao pagamento de dívidas. Trabalhadores que ganham até dois salários mínimos são maioria entre os que limparam o nome no serviço eletrônico da Serasa Experian. As lojas que comercializam eletrodomésticos vislumbram um aumento na venda de TVs em relação aos aparelhos mais sofisticados.

Em junho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do IBGE, caiu entre os mais pobres 0,30%, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou 0,23% no mesmo período. Em agosto e setembro, o INPC teve deflação, enquanto o IPCA foi positivo, porém, em níveis baixos.

A título de comparação, em janeiro de 2016, quando a inflação estourou por causa dos alimentos e atingiu 11,31% em 12 meses, o índice dos mais pobres estava acima da inflação da classe média.

Recuperação aos poucos

Apesar de um cenário que tende a melhorar, economistas enfatizam que não se trata de uma nova onda de consumo popular, pois o desemprego continua alto, com milhões de pessoas sem trabalho. Todavia, esse aumento do consumo das famílias será um dos responsáveis em impulsionar a economia em 2017 e no próximo ano, em contraste à fraqueza do investimento para alavancar o Produto Interno Bruto.

Dicas para ações em supermercados

Com o consumidor voltando a consumir, pode ser interessante investir em estratégias que visam atrair sua atenção e oferecer formas personalizadas de consumo. Veja algumas dicas:

Invista em áreas quentes

O metro quadrado da loja tem que render muito, segundo especialistas. Por isso, use o fluxo de pessoas a seu favor, gerenciando os pontos mais quentes da loja. São essas áreas que devem receber os produtos mais rentáveis e os kits promocionais ou itens de descontos mais agressivos.

Mais por menos

Entregue mais ao consumidor, pelo mesmo preço que ele costumava pagar, e crie opções mais econômicas. Esse tipo de ação representa uma oportunidade de manter a renda e trará um olhar positivo do consumidor, que poderá ser fidelizado.

Com informações: Exame, PEGN.

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