A percepção dos consumidores pode ser mais eficaz que as ofertas reais, diz pesquisa

Entenda como a percepção de uma marca pelos consumidores pode ser traduzida em sólida estratégia de fidelização

Os consumidores até possuem o hábito de pesquisar antes de irem às compras. Entretanto, quando alguém falar sobre uma oferta, eles acionam o alarme. Muitos deles são seduzidos por anúncios, que prometem descontos ou boas formas de pagamento. Porém, apesar de muitas marcas terem criado essa percepção nos clientes, nem todas fazem as melhores ofertas.

A lembrança de marcas e de produtos mais famosos é, de fato, eficaz na hora das compras. A comparação de preços vem depois. Nas empresas, isso também ocorre de maneira natural. Segundo um estudo da Bain & Company, realizado com mais de 2.200 clientes de diversos varejistas norte-americanos, o cliente tem percepções fortes que entram em conflito com a realidade.

De acordo com esse levantamento, uma marca considerada cara, mas que adotar estratégias de preços mais baixos, não terá bons resultados. Isso porque, na percepção do consumidor, ela é cara e continua a ser cara. Já as marcas consideradas baratas conseguem vender seus produtos mesmo com preços maiores, pois conseguiram consolidar essa imagem junto aos clientes.

“Muitos consumidores acreditam que as ofertas da Amazon são mais baratas, mesmo quando este não for o caso. Na verdade, a Amazon seleciona estrategicamente os produtos, como itens “best-sellers”, para competir mais agressivamente, e cobra mais em outros itens”, afirmou a consultoria na pesquisa.

Varejistas como a Aldi, a Amazon e o Walmart, fortes no mercado norte-americano, conseguiram solidificar sua reputação de vender mais barato, ainda que apresentem em suas gôndolas produtos com preços eventualmente mais caros que os dos concorrentes.

O estudo apurou que a Jet.com estava, em média, 27% mais barata que a Amazon. Porém, a gigante online consegue manter a percepção de que faz boas ofertas.

“Gerenciar a percepção dos preços, e não apenas o preço em si, tem se tornado uma capacidade crítica para as empresas que atuam no mercado de consumo. A competição intensiva pelo preço faz a percepção dos consumidores ser mais importante do que nunca”, concluiu o estudo.

Com informações: NV.

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