3 tendências em alimentos para o supermercadista apostar!

Saiba o que busca o consumidor na categoria alimentos

Que o mercado está em constante mudança, isso é muito perceptível. O comportamento humano, no decorrer dos anos, vai assimilando períodos históricos de otimismo e prosperidade ou de incertezas políticas e econômicas. O mercado absorve isso e tenta do seu modo compreender o que as pessoas querem, desejam, precisam. Daí surgem as tendências, moldadas pelo reflexo das ações do consumidor ou pelo o que a indústria pode oferecer em inovações.

Com o tamanho da sua importância, o Congresso de Gestão APAS 2016 separou um painel envolvendo grandes nomes do ramo que estão por dentro do monitoramento do mercado. Um desses especialistas a palestrar foi Marcel Motta, diretor-geral da Euromonitor International no Brasil, especialista no mercado de consumo brasileiro.

Veja três tendências apontadas por Marcel:

  • O declínio do “Big Food” 

Os consumidores estão deixando as grandes marcas e partindo para marcas de nicho ou até, simplesmente, parando de consumir alimentos embalados. Essa é uma tendência recente e que está sendo averiguada com cautela pelas companhias que buscam mensurar essas mudanças nos hábitos.

Isso vai de encontro da onda “vida saudável” que tem ganhado a mídia e conscientizado ainda mais pessoas. Fato é que essa “onda” se refletiu principalmente nas decisões de compras. Até a parte física dos supermercados precisa se adaptar para não perder o cliente. Por exemplo: os produtos mais saudáveis — como as frutas frescas — estão tipicamente localizados nas extremidades dos supermercados, o que leva muitos dos consumidores
evitarem os corredores onde os biscoitos, chocolates, lanches e outros alimentos processados tendem a se concentrar.

Vistas como naturais, as “marcas limpas”, que apresentam ingredientes simples, ausência de conservantes (considerados um dos vilões da boa alimentação) e sem o selo de marcas líderes, estão ganhando o mercado e garantindo um aumento nas vendas.

  • O açúcar será foco das atenções, sendo considerado o “novo tabaco”

Na apresentação, o especialista cita as seguintes pesquisas: 74% dos norte-americanos terão sobrepeso ou serão obesos em 2019, enquanto 10% de europeus ocidentais de 20 a 79 anos terão diabetes em 2019. Além disso, o açúcar está ligado diretamente ao fato de que, apesar de fornecer energia, ser um alimento não natural e que não contém nenhuma proteína, vitamina ou sais minerais, sendo considerado uma fonte de calorias vazias. Outro problema relacionado ao açúcar é sua ação prejudicial aos dentes.

Segundo a Euromonitor International, na América Latina, no Oriente Médio e na África, a maior parte do consumo de açúcar vem de bebidas não alcoólicas. Isso provavelmente se deve aos preços unitários mais baixos desses produtos ricos em açúcar em relação aos alimentos embalados equivalentes. Já na maioria dos países desenvolvidos, a maior parte do consumo de açúcar provém de alimentos embalados. Todavia, não são necessariamente as categorias óbvias, como confeitaria e sorvetes, que são os maiores responsáveis por esse consumo.

  • Reproduzindo a experiência do restaurante dentro de casa

Sair de casa tem se tornado um hábito cada vez menos comum para as famílias brasileiras. Afinal, em momento de recessão da economia, sair para comer algo se tornou sinônimo de “gastar muito”. Por isso, o mercado tem visto um aumento na venda de alimentos congelados ou de preparo fácil e rápido. Isso é uma tendência mundial que oferece uma boa perspectiva de negócios.

Essa é uma oportunidade imensa para o supermercadista avaliar e ampliar o sortimento nas redes. Vale abusar de estratégias que fidelizem o consumidor a sempre encontrar variedade desses alimentos ou opções mais saudáveis às que podem causar mais problemas, como no caso do açúcar.

Baixe a palestra aqui.

Com informações: Euromonitor

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