Mario Sérgio Cortella define as cinco competências essenciais na arte de liderar

Na abertura do último dia do Congresso de Gestão APAS, Mario Sergio Cortella fez uma comparação entre o excesso de confiança que muitos empresários têm na própria experiência com o seu medo de voar. “Como toda pessoa sensata eu morro de medo, mas tenho de viajar de avião quase todo dia.  Antes de embarcar, sempre pergunto para o piloto se ele tem medo de voar. Se responder que também tem medo, eu viajo tranquilo. Agora se ele disser ‘imagina, faço isso há 30 anos! Aí entro em pânico”, conta.

Professor, filósofo, escritor e conferencista, Cortella considera que a coragem em momentos como o atual é a principal virtude dos empreendedores. “Mas assim como pilotos de avião, empresários confiantes demais acabam não se preparando devidamente para as dificuldades que vão enfrentar. Fecham-se às novidades, tendências e mudanças que estão ocorrendo e consideram que só o que aprenderam no passado é suficiente para ajudá-los. Quem trabalha no setor há 20, 30 anos e acha que já viu de tudo perde a capacidade de se renovar e se adaptar”, considera. Por consequência, perde a capacidade de liderar sua organização em um mundo de mudanças constantes.

Outro alerta é em relação à “síndrome do possível”. “Se você estiver na mesa de cirurgia entre a vida e a morte, vai confiar no cirurgião que se limita a dizer ‘vou fazer o melhor possível?”, questiona. “Quem se contenta em fazer somente o possível cai na mediocridade.”

Na sua avaliação, o possível não pode ser o ponto de chegada, mas de partida. “Nesse aspecto, os americanos tem uma definição muito melhor para a situação: I will do my best. Líderes não podem se limitar a fazer o possível, devem fazer o seu melhor dentro das condições atuais e enquanto não pode fazer melhor ainda, motivando sua equipe a fazer o mesmo”, destaca.

As considerações fazem parte das cinco competências na arte de liderar, resumidas em:

  1. Abrir a mente: não se fechar para aquilo que não conhece.
  2. Elevar a equipe: ter compreensão que o que é melhor para si depende do que é melhor também para os outros.
  3. Inovar a obra: buscar sempre o novo para acompanhar o ritmo das mudanças.
  4. “Recrear” o espírito: manter a alegria no que faz.
  5. Empreender o futuro: desenvolver a “esperança ativa”, ou seja, agir para concretizar o futuro que espera que aconteça.

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